EXPOSIÇÃO “CONTAMINAÇÕES PICTÓRICAS” NA CASA FIAT DE CULTURA

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A mostra traz 18 obras da mineira Fernanda Fernandes, entre pinturas, colagem e objeto, criadas a partir de memórias da artista sobre a paisagem. 

A artista está entre os seis contemplados no 2º Programa de Seleção da Piccola Galleria da Casa Fiat de Cultura. A obra de Fernanda é motivada pela ideia de transiência da matéria, da vulnerabilidade da existência, das impermanências e do caráter inventivo que a memória possibilita. São expostas 13 aquarelas da série Amorfologia, duas pinturas a óleo da série Assombramento, uma pintura em cobre intitulada Revelação, uma colagem chamada Vestígio e um objeto intitulado Pintura.

Um tema recorrente na obra da artista é o efeito do tempo na matéria. Seja na primeira aquarela da série Amorfologia, que mostra um galho em decomposição, seja no cano enferrujado (Pintura), ou na obra Vestígio, que apresenta antigos materiais usados em construções urbanas. Esta é uma reflexão que Fernanda traz para a própria vida humana, que, assim como as matérias vegetal e mineral, está sob o efeito do tempo. “Minha investigação lida com a convivência da observação e da abstração, da construção e da reconstrução, do que é durável ou efêmero, da lembrança e do esquecimento, da vida e da morte”, conclui a artista.

Amorfologia: série de aquarelas que apresentam memória visual acerca de pequenos troncos e gravetos coletados de árvores em processo de decomposição, após desprendimento natural e queda no chão em matas fechadas. A série se inicia com a referência da forma externa, que não é observada e sim lembrada, mas gradativamente caminha para recortes desconexos do todo. Os corpos trabalhados aparentam algo entre estruturas vegetais, animais, ou mesmo minerais em corrosão ou oxidação. Segundo a artista, essa proposta surgiu ao observar processos de “degradação” de vegetais e de oxidação do cobre.

Assombramento: pinturas a óleo que apresentam memória visual de imagens-referência para a artista. Fernanda se inspira em paisagens poéticas presentes em pinturas, desenhos e gravuras dos séculos XVIII e XIX; e fotografias de fragmentos de paisagens contemporâneas em estado de ruína e que foram consumidos pela vegetação. As duas pinturas são uma investigação sobre as sensações de arrebatamento frente a lugares do passado.

Revelação: pintura em cobre feito a partir das reações químicas entre os ácidos utilizados pela artista e um pequeno disco de cobre, coletado da paisagem urbana. Um estudo sobre a relação entre materiais/substâncias e as mudanças geradas pela intervenção artística.

Pintura: objeto de madeira e metal originado da coleta de pedaço de cano de cobre em processo de ferrugem, retirado de uma edificação antiga. O título remete ao estado pictórico encontrado no objeto, remete uma sensibilidade de olhar as transformações naturais da matéria ao longo do tempo, e dialoga com o fazer artístico do pintor.

Vestígio: colagem feita a partir da coleta de fragmentos de uma estrutura arquitetônica e novas justaposições entre esses elementos. Assim como em Pintura, a artista mostra sua curiosidade sobre a ação do tempo sobre os materiais e a presença pictórica que a matéria retém por si só. 

Fernanda é artista visual e vive e trabalha em Belo Horizonte. Estudou Artes Plásticas na Escola Guignard, e em ateliers de formação livre voltados para o desenvolvimento autoral. É aluna de Mário Zavagli. Participou de programas de residência artística e exposições coletivas e individuais no Rio de Janeiro, São Paulo e em sua cidade natal.

Contaminações Pictóricas é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Casa Fiat de Cultura, com o patrocínio da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), CNH Industrial Capital, Banco Fidis, Fiat Chrysler Finanças, New Holland Construction, Banco Safra e Verde Urbanismo. A mostra conta com apoio do Mercado do Praça, e apoio institucional do Circuito Liberdade, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), Governo de Minas e Governo Federal.

A exposição fica em cartaz entre os dias 5 de dezembro de 2017 e 21 de janeiro de 2018, e tem entrada gratuita. Horário de visitação de terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

A Casa Fiat de Cultura está localizada na Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – Belo Horizonte. Mais Informações no telefone (31) 3289-8900 ou no site  www.casafiatdecultura.com.br

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