CÔNSUL RUSSI PARTICIPOU DO SEMINÁRIO MULHERES NA DIPLOMACIA

NOSSOS PATROCINADORES

Avaliação do Usuário

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher as Cônsules de Itália, Portugal, Estados Unidos e Uruguai participaram, do Seminário Mulheres na Diplomacia. 

A Cônsul da Itália Aurora Russi pediu uma salva de palma para as colegas Cônsules, falou que desde criança ela queria ser diplomata, das dificuldades de conciliar a vida de casada com a vida de diplomata que é também uma vida muito boa; contou um pouco de sua historia quando chegou com o marido em Belo Horizonte sendo casada à sete dias e sem uma residência, “então - comentou - a nossa vida está sendo construída aqui a 10.000 quilômetros da Itália.” Os pais dela moram na Itália e a distancia as vezes dificulta acompanhar os acontecimentos importantes para sua família.  

Ma comentou para os estudantes, que o trabalho na diplomacia é de alto nível “se vocês quiser realizar algo grande - relatou Aurora -  é possível que seja também grande a quantidade de sacrifícios e problemas que vão enfrentar”, mas este não é um motivo para parar. Depois a Cônsul falou de sua trajetória, desde 2007, quando passou no concurso, depois de trabalhar dois anos na Confindustria (Confederação das Indústrias Italianas) onde adquiriu uma experiência e um conhecimento do mundo indispensável ainda hoje.

Em seguida contou de quando começou na diplomacia trabalhando no departamento de protocolo da Presidência da Republica e acompanhando o presidente da Repubblica em varias viagens; depois veio a experiência na sede de Madrid e, em seguida, a escolha de dirigir o Consulado em Belo Horizonte.

“Não estou arrependida por nada, porque eu estou fazendo o que eu gosto de fazer: dirigir, organizar e cuidar das coisas que são do meu estado aqui, da Itália em Minas Gerais” conclui Aurora Russi que ficou a disposição para as perguntas.

Em seguida Joana Pinto Caliço, Cônsul de Portugal, depois de agradecer a UFMG pela oportunidade e as colegas presentes, contou como ingressou na diplomacia, apesar de não gostar muito de viajar. Participou do concurso com cerca de 2.000 candidatos, e quando chegou na sexta prova com só 33 concorrentes para 30 vagas resolveu de “não morrer na praia” e conseguiu passar e se tornar diplomata. “É uma escolha de vida - comentou a Cônsul - nos 13 anos de carreira, sendo 8 no exterior, é um aprendizado constante”; diplomata tem que ter uma capacidade de atuação fora do normal, todo dia é um desafio. Depois contou de sua trajetória na vida diplomatica que a levou a frente do Consulado de Portugal em BH. “Nos aprendemos no dia a dia com a experiência e a capacidade, este é um desafio constante”.

Também para ela, casada e com dois filhos, não é fácil conciliar vida privada e trabalho, “não é fácil mas val a pena, é uma carreira fantastica com um mundo de oportunidade” conclui a Cônsul de Portugal.

Maria Ximena Alvarez Martinez, Cônsul de Uruguai, lembrou do evento do ano passado que aconteceu, sempre com as quatro Cônsules, na Câmara Municipal e contou que desta vez resolveram chegar direitamente aos estudantes da área para contar de suas experiências. Ela é formada em história pela universidade federal do Paraná e também fez mestrado em Curitiba; nem imaginava na época, de que um dia se tornaria uma diplomata. Fez um doutorado na Alemanha, onde foi bolsista assim como em Curitiba; conheceu diplomatas uruguaios jovens e super dinâmicos e o “embaixador que nunca parava de fazer coisas - e, explicou a Cônsul - pensei: este pode ser uma trabalho para mim”. O trabalho de pesquisas históricas é um trabalho muito solitários e ela resolveu entrar na diplomacia. 

As características dum diplomata são formação multipla, versatilidade, adaptação, flexibilidades, e capacidade para trabalhar sob pressão; são os profissionais mais bem pago do País, mas devem ser extremamente eficientes. Trabalhou em várias áreas até chegar a chefiar o Consulado de Belo Horizonte, e contou de suas experiências de trabalho aqui em BH.

A Cônsul Rita Rico dos Estados Unidos, relatou de sua trajetória na diplomacia, das experiencias as vezes dramáticas como quando trabalhou 3 dias seguidos sem parar, junto com as forças de seguranças que contrastavam uma ação terrorista em um  shopping; de quando trabalhou no Kenia, junto aos agentes, para descobrir os corpos de uma mãe americana e de sua filha que haviam desaparecidos em retornar de um safari.

Também das dificuldade na Venezuela, em participar do julgamento dum cidadão americano, quando foi impedida de entrar no tribunal e, em seguida, teve que se refugiar numa igreja para fugir dos confrontos que estavam acontecendo na rua.

Sucessivamente ela recebeu a possibilidade de trabalhar em Belo Horizonte “uma cidade agradável e com pessoas incríveis, boa comida, bom museus e uma escola americana” para o filho dela. Começou a carreira em 2010, teve momentos variados mas “sempre foi recompensador - explica a Cônsul - meu trabalho é construir relações entre o governo dos Estados Unidos e os mineiros embora não tenhamos ainda um consulado formal” Depois contou da estrutura do consulado em BH, de suas experiências, e das dificuldades no trabalho em quanto mulher, da luta das mulheres para se afirmar no mundo  diplomacia.

Às palestras segui um debate com os alunos. O evento aconteceu na segunda, dia 12 março, no auditório 3 da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG.

Anuncie no site Itália em MG

Anuncie aqui seus Produtos e Serviçõs

ENVIE SEU MATERIAL OU PEÇA A INSCRIÇÃO NA NEWSLETTER

Envie-nos opiniões, sugestões de matérias, fotos, dicas de eventos para publicarmos no nosso site.

Envie-nos a sua historia, a historia e fotos de sua família ou de sua associação: as melhores serão publicadas.

Peça a inscrição na nossa Newsletter

no e-mail: redacao@italiaemminasgerais.com.br

Topo