O QUE É ESTA REFORMA DA CONSTITUIÇÃO DA ITÁLIA?

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Setenta anos depois do Referendum em que os eleitores italianos preferiam República, um outro referendo importante marca o desenvolvimento da Itália: o da reforma constitucional. 

A Suprema Corte de Cassação aceitou e aprovou no dia 8 de agosto, o pedido do Presidente  do Conselho dos Ministros Matteo Renzi para a realização do referendo sobre a reforma da Constituição da Itália. 

"Muda a composição do Senado, muda a relação de confiança entre as Câmaras e o Governo,  reservado apenas para a Câmara dos Deputados, muda também o status de um senador, mudamos as funções do Senado", é isso que declarou o primeiro-ministro Matteo Renzi, tempo atrás, - O bicameralismo igualitário que tinha sido um elemento de grande discussão e compromisso na Assembleia Constituinte não existe mais, e o processo legislativo é mais simples”.

Em minha opinião, que endossa a visão de meu partido (PSI), este é um passo significativo na direção de cortes dos custos da política e da simplificação do sistema burocrático. É uma forma de racionalizar a máquina e acelerar o processo legislativo.

Escolher o SIM no referendo traz profundas e significativas transformações para uma Itália que se moderniza sem perder sua tradição. - O Senado será reduzido em um terço (de 315 senadores para 100), deixará de ser eleito por sufrágio universal e não dará mais o voto de confiança ao Governo. Os senadores serão eleitos por eleições regionais e, portanto, serão os representantes do território.

Elimina-se bicameralismo igualitário e aumentam as competências do Tribunal Constitucional. Com isso, o Estado conseguirá poupar mais de 50 milhões de euros por ano. É por isso que eu afirmo: eu apoio o voto SIM no referendo em outubro 2016. E você?

Lembra-se que para exercitar o direito de votar, você tem que se escrever no AIRE!

Fausto Longo, Senador da República Italiana.